Vaquinha para custear defesa de ex-secretário da Previdência arrecada apenas R$ 620
Uma campanha de arrecadação criada para ajudar a custear a defesa do jornalista Adroaldo da Cunha Portal, ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência, registrou baixa adesão nas primeiras semanas de divulgação. A iniciativa busca reunir R$ 250 mil para o pagamento de honorários advocatícios, mas havia arrecadado apenas R$ 620 até a tarde desta segunda-feira, o equivalente a cerca de 0,25% da meta.
Adroaldo foi preso em dezembro de 2025 durante as investigações relacionadas ao chamado escândalo da “Farra do INSS”. Atualmente, ele cumpre medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto o caso segue em andamento.
A campanha foi lançada no último dia 14 de julho por um perfil identificado como “Amigos do Adroaldo”. Segundo as informações divulgadas, apenas duas pessoas contribuíram para a arrecadação, além do organizador da vaquinha, totalizando os R$ 620 obtidos até o momento.
Junto ao link da campanha, passou a circular entre servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) um documento afirmando que o ex-secretário enfrenta um “momento crítico” após o afastamento de suas funções. O material solicita apoio financeiro para que ele possa contratar advogados e exercer o direito à ampla defesa durante o processo.
O nome de Adroaldo da Cunha Portal aparece nas investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre supostas fraudes envolvendo o INSS. Conforme os investigadores, ele é apontado como um dos alvos da operação por suspeita de facilitar irregularidades relacionadas ao esquema investigado.
Entre os elementos reunidos pela Polícia Federal está uma planilha atribuída a Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo a investigação, o documento contém o registro de um repasse de R$ 50 mil destinado a Adroaldo Portal.
De acordo com a PF, a anotação foi realizada em 23 de abril deste ano e faz referência a um pagamento identificado como “Adro”, que, na interpretação dos investigadores, indicaria uma suposta propina de R$ 50 mil. As informações integram o conjunto de provas analisadas no inquérito, que continua em tramitação.
Até o momento, as investigações seguem em curso e caberá às autoridades competentes avaliar as provas reunidas, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa dos investigados antes de qualquer decisão definitiva sobre o caso.
